Soltei o mundo para segurar a sua mão.
Sabe quando você lembra daquele sorriso lindo e começa a rir também?
Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis
desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar
ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te
ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu
acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em
ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende?
Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me
esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a
sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez em quando, sentir saudade,
gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim.
Prefiro assim.
É necessário sempre acreditar que o sonho é possível. Acreditar que o céu é o limite, e você, é imbatível.
Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem
nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo
passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos.
Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as
minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem
algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento
total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua
a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que
encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.
Olhe, não fique assim não vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei
que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que
vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas
costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um
bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom.
Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que
não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá
insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar
numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada,
anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos
depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas
linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar
um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas
aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no
mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa
fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traqueia e seu
estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de
acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro
diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé,
ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.Agora
não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente
deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. “É melhor viver do que ser
feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem
que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer
muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no
fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível,
mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos
olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que
ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é
passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.Tá vendo a
felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma
montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir
frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir,
porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir
e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser
feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de
agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela.
Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
Amamos A, amamos B, amamos C, e por alguns nem era amor, e sim entusiasmo, e sabe-se lá de quantos entusiasmos somos capazes.
E entre tudo que ele poderia ser pra mim, ele escolheu ser saudade.
Mais do que querer você de volta, eu me quero de volta, quero a
felicidade nos meus olhos mirados em você. Eu quero a gente, eu quero
tudo de novo, eu quero as coisas antigas, as primeiras, todas! Me
devolve seu sorriso? Parece que eu não te faço mais sorrir, assim eu
desespero mesmo. É uma resposta simples pra uma pergunta simples: Você
vai voltar?
Palavras são incapazes de expressar todo sentimento que tenho por você. Te amo muito.
"A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado
assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade
perdida do corpo do outro."
Estou tendo uns dias difíceis, mas nada, nada de grave. Dias escuros sem
sorrisos, sem risadas de verdade. Dias tristes, vontade de fazer nada,
só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus
desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e
eu posso tornar tudo realidade. Quando acordo, vejo que meus sonhos não
passam disso, sonhos; e é assim que cada dia começa: desejando que não
tivesse começado, desejando viver no mundo dos sonhos, ou .transformar
meu mundo real num lugar que eu possa viver, não sobreviver.
"Excesso de expectativa é o caminho mais curto para a frustração."
Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Eu vou deixar pra lá, fingir que esqueci, agir como se não importasse. O que é verdadeiro volta. E quem tem que ficar, fica.
Se ao menos dessa revolta, dessa angústia, saísse alguma coisa que prestasse.
Jogue pro alto, se voltar é seu.
Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de
rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro.
Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.
As vezes, sobretudo agora, verão e lua quase cheia, me surpreendo
melancólico pelas noites a suspirar na sacada espanhola, com vontade de
chorar. Choro quando consigo. Ou ouço Caetano cantando Contigo en la
distancia, e choro mais. Não tenho pena de mim, mas por vezes sinto
falta de amor. Fico sempre muito só
Não adianta. Eu não vou chorar, não vou sofrer, não vou te ligar! Eu te amo, mas também me canso.
“E eu não tenho ninguém pra ligar na madrugada, dizer: tá doendo pra
caralho, vem me ver. Ninguém pra atravessar a cidade por mim.”
Nosso amor é aquele sentimento forte, único e verdadeiro, que mesmo com o
passar do tempo e com a distância que existe entre nós, jamais se
desgastará, pois pertencemos um ao outro, juntos em um só coração. Te
amo. ( Gy & Pé )
Caio Fernando A.