sábado, 22 de junho de 2013

♥ Me Encante

♥Me Encante

Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…

E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…

Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.

Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.

Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva….

Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade…

Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!


(Pablo Neruda)♥

Aprender



“A busca do saber torna-se importante e prazerosa quando a criança aprende brincando.”
                                                                                              
MALUF , (2003 p. 9)

A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO



 A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO

Magda da Silva Pinalli Savaris *

No capítulo VII, A Ética do Gênero Humano, do livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, o escritor Edgar Morin salienta que a base para ensinar a ética do futuro é a tríade indivíduo, sociedade, espécie emergindo desse conjunto a consciência e o espírito humano.
A antro-poética, além de ser a base para ensinar a ética no futuro, nos orienta em como assumir a missão antropológica do milênio em vários aspectos, tais como humanizar a humanidade, obedecer e guiar a vida, respeitar as diversidades, desenvolver a ética da solidariedade, da compreensão e, do gênero humano,  acreditando com esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária.
Morin cita que “A democracia favorece a relação rica e complexa entre indivíduo/sociedade [...]” (p. 107), relação essa que permite controlar o poder e reduzir a servidão, compreendendo que a mesma é muito mais que apenas um regime político já que produz indivíduos responsáveis e conscientes da sua missão antropológica.
Os principais aspectos da democracia são diversidade e antagonismos que lhe conferem sua vitalidade e produtividade, os quais só se expandem respeitando as regras democráticas, nesse contexto podem compreender a liberdade de opinião e de expressão de cada indivíduo seguindo o ideal: Liberdade/Igualdade/Fraternidade.
A decisão do povo é limitada pelas decisões dos eleitos, portanto a democracia só existe nesse cenário para escolher quem irá representar o povo, mas não para realizar necessariamente as expectativas deles.
A democracia só é legitimada quando o respeito às opiniões individuais no conjunto chegam a um consenso. Além disso, as democracias existentes são frágeis e inacabadas devido ainda comportarem carências e lacunas, pois não estão disseminadas por todos os países.
Analisando friamente o percurso da democracia nos países mais desenvolvidos percebe-se uma concentração de conhecimento restrito a poucos, enquanto a grande maioria da população permanece ignorante, toda essa situação contribui para o enfraquecimento do civismo impossibilitando a geração da democracia. “A humanidade é sobre tudo uma noção ética: é o que deve ser realizado por todos e em cada um.” (p. 114). Portanto, a humanidade deve remeter-se sempre a tríade indivíduo/sociedade/espécie em busca da hominização na humanização pelo acesso a cidadania terrena. (p.115). 


REFERÊNCIA


MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2006.

Atividades para serem desenvolvidas com surdos



Atividades para serem desenvolvidas com surdos
Magda da Silva Pinalli Savaris *
Caixinha Surpresa
  1. Trabalhar com caixas de diversos tamanhos e colocá-las uma dentro da outra. Dentro da última caixa tem sempre um objeto. A criança vai manusear bem a caixa e balançar para escutar. Depois, fazem-se perguntinhas: “faz barulho?”, “é pesado ou leve?” Em seguida abrir uma caixa após a outra e adivinhar o objeto.

  1. Pintura com giz de cera em espaços delimitados com barbantes.
Colocar barbante no contorno de desenhos que devem ter forma simples para ser mais facilmente percebido pelo aluno e o mesmo deverá pintar no espaço delimitado pelo barbante e identificá-lo.

  1. Sair com os alunos no pátio da escola para coletar folhas, flores e galhos de árvores. Voltar para a sala de aula e montar no chão uma árvore com o material que foi coletado.

  1. A professora fará um desenho com giz no chão da sala. O aluno deverá contornar o mesmo caminhando com a ajuda de outro colega, onde irá orientá-lo em relação a lateralidade.

  1. O apito

Em forma de círculo um aluno estará com um apito, o mesmo ficará apitando. O outro identificará de qual direção vem o som e assim tentará seguir até o mesmo e segurá-lo.

O JOGO E A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA



O JOGO E A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
 Magda da Silva Pinalli Savaris*
            É fato que as crianças aprendem brincando ou jogando, assim como aprendem com qualquer tipo de experiência, mesmo que inconstante. Lieberman dizia que o lúdico é um traço da personalidade que persiste da infância até a juventude e idade adulta, com função muito importante no estilo cognitivo dos indivíduos. (apud ROSAMILHA, 1979, p.75).
            As crianças até três anos vivem a fase que Piaget chamou de anomia, e não podem compreender regras, elas fazem as atividades, ajudam em casa, não pelas ações e sim pelos que lhes é interessante e divertido.
            A partir dos quatro anos, é que começam a buscar benefícios através do jogo, e é aí que o jogo pode contribuir para desenvolver formas mais complexas de pensamento, na medida em que são levadas a se empenharem em refletir sobre seu procedimento.
            É neste contexto que, se ressalta o papel do educador infantil, constituindo-se como um saudável pente entre a brincadeira e as reflexões sobre a mesma e, assim atuando como facilitador de discussões entre os jogadores, que coletivamente constituirão a sua aprendizagem.
            Entre os elementos facilitadores da aprendizagem, podemos destacar a motivação, a curiosidade, a alegria da descoberta, a satisfação pelos resultados alcançados, o elogio, o bom e o estimulante ambiente, a empatia do professor e a simpatia dos colegas e tudo isso é resumido nas expressões: afetividade e ternura.
            O jogo propicia a interação de todos os elementos facilitadores, que envolvem a afetividade. “Saberes não são coisas que vêm de fora ou se captam do meio, mas sim, processo interativo de construção e reconstrução interior e, dessa forma, jamais será cópia da realidade”. (ANTUNES, 2003, p.33).            Os jogos têm imenso valor educacional. Quando conduzidos em grupos, proporcionam aprendizagem de forma muito mais eficiente que os tradicionais exercícios em folha mimeografada.
            Com base nos princípios da educação construtivista, diz-se que:

                                               Os jogos em grupo também promovem o desenvolvimento da inteligência e estimulam o crescimento da capacidade de cooperação entre as crianças; ao trabalhar em pequenos grupos, as crianças precisam acompanhar o raciocínio de seus colegas e desenvolver estratégias para poderem permanecer no jogo, ou vencer. (FACCHINI, 1992, p.12).

                A criança aprende em seu desenvolvimento, muito mais pela coordenação, pela estimulação do raciocínio, ou pela reflexão sobre diferentes pontos de vista, pela colaboração, cooperação e afetividade proporcionadas pelos jogos, do que pelas lições de quadro-verde ou de livros didáticos.
            O jogo é um fantástico e excelente instrumento, pois ao jogar a criança reconstrói-se e se auto-descobre, pois mobiliza as estruturas da afetividade e da imaginação criadora.
            O excesso de imobilidade, de passividade, repetição e repressão social inibem a criança de fazer acontecer na sua atividade lúdica as suas fantasias.

O jogo põe em função, de maneira extremamente variada, todas as possibilidades da criança: força muscular, flexibilidade das articulações, resistência ao cansaço, respiração, precisão de gesto, habilidade, rapidez de execução, agilidade, prontidão de respostas, reflexos, espairecimento, equilíbrio, etc. (JACQUIN, apud ROSAMILHA, 1979, p.65).


                No jogo, as crianças aprendem quem são, aprendem quais são os papeis das pessoas que as cercam e tornam-se familiarizadas com a cultura e os costumes da sociedade. Elas começam a raciocinar, a desenvolver o pensamento lógico, a expandir seus vocabulários e a descobrir relações matemáticas e fatos científicos.
            Os jogos também desenvolvem o senso de competência. A competência leva a confiança e senso de eficácia, diminui a ansiedade e melhora o auto-respeito. “No jogo, a criança não coloca seu corpo, mas a imagem de seu corpo, e essa imagem pode ser destruída e reconstruída”. (SCHILDER apud ROSAMILHA, 1979, p.79).

PODER E DESEJO : A TRANSFERÊNCIA NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO



PODER E DESEJO :
A TRANSFERÊNCIA NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO


         Transferência.
         A interpretação dos sonhos.
         A figura do analista também funcionava como um resto diurno.
         É uma manifestação do inconsciente, que constitui, por isso, mesmo, um bom instrumento da análise desse inconsciente.

Relação médico-paciente, Freud se deu conta da constância com que a transferência também ocorria nas diferentes relações estabelecidas pelas pessoas no decorrer de suas vidas. Entendidas como “a repetição de protótipos infantis vivida com uma sensação de atualidade acentuada” , nada impede que a transferência se dirija ao analista ou a qualquer outra pessoas. Trata-se de um fenômeno que permeia qualquer relação humana.

QUE SÃO TRANSFERÊNCIAS?

                        “São reedições dos impulsos e fantasias despertadas e tornadas conscientes durante o desenvolvimento da análise e que trazem  como singularidade característica a substituição de uma pessoa anterior pela pessoa do médico. Ou  para dizê-lo de outro modo: toda uma série de acontecimentos psíquicos ganha vida novamente,agora não mais como passado,mas como relação atual com a pessoa do médico”

Assim, um professor pode tornar-se a figura a quem serão endereçados os interesses de seu aluno porque é objeto de uma transferência.

                        E o que se transfere são as experiências vividas primitivamente com os pais.

Parafraseando,podemos dizer que na relação professor-aluno, a transferência se produz quando o desejo de saber do aluno se aferra a um elemento particular, que é a pessoa do professor.
                        Transferir é então atribuir um sentido especial àquela figura determinada pelo desejo.
                        Depositários de algo que pertence ao analisando ou ao aluno. Em decorrência dessa “posse”, tais figuras ficam inevitavelmente carregadas de uma importância especial.

É dessa importância que emana o  poder   que inegavelmente têm sobre o indivíduo.

                        Assim, em razão dessa transferência de sentido operada pelo desejo, ocorre também uma transferência de  poder.
Significa que o professor, colhido pela transferência, não são exteriores ao inconsciente do sujeito, mas o que quer que digam será escutado a partir desse lugar onde estão colocados. Sua fala deixa de ser  inteiramente objetiva, mas é escutada através dessa especial posição que ocupa no inconsciente do sujeito.


A idéia de transferência mostra aquele professor em especial em especial foi” investido” pelo desejo daquele aluno. E foi a partir desse “ investimento”  que a palavra, do professor ganhou poder, passando a ser escutada!
                        Mas conhecer do modo singular como se realiza esse desejo naquele aluno em especial é,na verdade, tarefa do analista. Nem o aluno quer ,no fundo,que seu professor saiba do desejo que o move ( nem mesmo, por sinal, pode saber dele, já que se está falando sempre, não se pode esquecer, do desejo inconsciente, e não do desejo, por exemplo, de se tornar geógrafo, pois esse é consciente)


Tudo o que o aluno quer é que seu professor suporte esse lugar em que ele o colocou. Basta isso.
    Ocupar o lugar destinado ao professor pela transferência é uma tarefa um tanto incômoda, visto que ali seu sentido enquanto pessoa é “esvaziado” para dar lugar a um outro que ele desconhece.

O Professor no lugar de transferência.
         O professor deve aceitar o modelo que confere o aluno, permitindo ao aluno seguir seu curso;
         Impor ao aluno seus próprios valores e ideias seria abusar do poder de professor;
         O professor deverá entender sua tarefa como uma contribuição a formação do aluno;
         Só o desejo do professor justifica que ele esteja ali. Mas, estando ali ele precisa renunciar a esse desejo.


Conclusão

         Freud pretendia ensinar como um pedagogo clássico, queria dar uma aula e depois pedir que os alunos demonstrassem através de prova o que assimilaram, percebeu que isso era impossível.
         Percebeu que o inconsciente introduz em qualquer atividade humana o imponderável, o imprevisto não havendo assim como criar uma metodologia pedagógica.
         O educador inspirado por idéias psicanalíticas renuncia a uma atividade excessivamente programada, controlada com rigor obsessivo.
         A psicanálise pode transmitir ao educador uma ética, um modo de ver e entender sua prática educativa.
         O encontro entre o que foi ensinado e a subjetividade de cada um, é o que torna possível o pensamento renovado, a criação, a geração de novos conhecimentos.
         professor deve superar-se como figura de autoridade para o surgimento do aluno como ser pensante.
         Se o professor souber aceitar essa canibalização feita sobre ele e seu saber, estará contribuindo para uma relação de aprendizagem autêntica, assim o aluno sairá dessa relação de posse de um saber que constituirá a base e o fundamento para futuros saberes e conhecimentos.


Modernidade Líquida.



*Resenha do Livro: Modernidade Líquida.



** Autoras
Arali do Prado
Arlete do Nascimento
Diana Gava de Oliveira
Magda da Silva Pinalli Savaris
Mercedes Levinski

No livro Modernidade Líquida,( Rio de Janeiro:Jorge Zahar Ed., 2001.255p.) Zigmunt Bauman, (sociólogo polonês, que escapou dos horrores do holocausto, ganhador do Premio Europeu Amalf de Sociologia, e atualmente é Professor emérito de sociologia das Universidades de Leeds e Varsóvia )  o autor mostra como ocorreu a passagem da modernidade sólida para a líquida, onde tudo é mais leve, mais fluido. Os líquidos não mantém sua forma com facilidade. Não fixam o espaço, não prendem o tempo, se movem facilmente. Era preciso derreter os sólidos, e isso significa, antes e acima de tudo, eliminar as obrigações irrelevantes que impediam a via do cálculo racional dos efeitos. Esse derretimento levou à progressiva libertação da economia de seus tradicionais embaraços políticos, éticos e culturais.
Esse derretimento dos sólidos também acarretou no que Ulrich Beck chama de categoria zumbi e instituições zumbi, que estão mortas e ainda vivas, como o casamento, por exemplo. Nenhum molde foi quebrado sem ter sido substituído por outro. A tarefa dos indivíduos livres era usar sua nova liberdade para encontrar o nicho apropriado e ali se acomodar e adaptar.
A Modernidade começa quando o espaço e o tempo são separados da prática da vida e entre si, e assim podem ser teorizados como categorias distintas e mutuamente independentes da estratégia e da ação. O espaço é o sólido, um obstáculo aos avanços do tempo. O tempo é o lado dinâmico, ativo, a força inovadora, conquistadora e colonizadora.
 Administrar significava, ainda que a contragosto, responsabilizar-se pelo bem estar geral do lugar, imobilizando e rotinizando os subordinados, em nome de um interesse pessoal consciente.
  No futuro anunciado pelos telefones celulares as tomadas parecem ser obsoletas e devem ser trocadas por baterias descartáveis compradas individualmente em lojas, postos de gasolina e quiosques de aeroportos. Essa parece ser a distopia feita sob medida para a modernidade líquida- e capaz de substituir os terrores dos pesadelos de Orwell e Huxley.
No capítulo I sobre Emancipação, o autor coloca que nós devemos nos emancipar, tornar-mos independentes, libertar-nos da sociedade, sentir-se livre na medida em que a imaginação não vai mais longe que nossos desejos e que nem uma e nem os outros ultrapassem nossa capacidade de agir, por em prática, efetuar, atuar. A verdade que torna os homens livres é na maioria dos casos a verdade que os homens preferem não ouvir. A segunda, aceitar que os homens podem não estar inteiramente equivocados, enganados quando questionam os benefícios que as liberdades oferecidas podem lhes trazer.
A verdadeira libertação requer hoje mais, e não menos, da “esfera pública” e do poder público. O trabalho do pensamento crítico é trazer à luz os muitos obstáculos que se amontoam no caminho da emancipação
O autor questiona se a Liberdade seria uma benção ou uma maldição. Benção por que o indivíduo pode agir segundo seus pensamentos e desejos, e Maldição por que deve arcar com a responsabilidade por seus atos e ações.
   No Capítulo 2 sobre a Individualidade, o autor diz que tudo corre agora por conta do indivíduo. Cabe ao homem descobrir o que é capaz de fazer, esticar essa capacidade ao máximo e escolher os fins a que essa capacidade poderia melhor servir. Para que as possibilidades continuem infinitas, nenhuma deve ser capaz de petrificar-se em realidade. Melhor que permaneçam líquidas, fluídas, finitas. Viver em meio a chances aparentemente infinitas tem o gosto doce da “liberdade de tornar-se qualquer um”. Esse tornar-se sugere que nada está acabado e temos tudo pela frente. A infelicidade dos consumidores deriva do excesso e não da falta da escolha. Caracteriza-se como uma alegria duvidosa, dada a incerteza perpétua e um desejo que nunca saciará. Não faltam ainda pessoas que têm milhões de seguidores identificados pelo autor como conselheiros. O papel de um exemplo na sociedade tem a importância quando olhando para a experiência de outras pessoas, as vezes esperamos descobrir e localizar os problemas que causaram nossa própria infelicidade, dar-lhes um nome e, portanto, saber para onde olhar para encontrar meios de resistir a eles ou resolvê-los.
Uma celebridade é uma pessoa conhecida por ser muito conhecida por estar em vários programas, mas são tão comuns que às vezes são desvalidas e infelizes quantos os espectadores. Procurar exemplos, conselho é um vício e todos os vícios são auto-destrutivos, destroem a possibilidade de se chegar à satisfação.
 A compulsão transformada em vício de comprar é uma luta contra a incerteza aguda e contra um sentimento de insegurança incomodante. Os consumidores provavelmente estão correndo atrás de sensações agradáveis e reconfortantes. Mas também estão tentando escapar da agonia, do medo do erro, da incompetência. Por isso, o comprar compulsivo é um ritual para exorcizar essas terríveis aparições.
No Capítulo 3 sobre Tempo e espaço, o autor comenta que a principal características da civilidade é a capacidade de interagir com estranhos sem utilizar essa estranheza contra e sem pressioná-los a abandoná-la ou a renunciar a alguns dos traços que os fazem estranhos
A capacidade de conviver com a diferença, sem falar na capacidade de gostar dessa vida e beneficiar-se dela, não é fácil de adquirir e não se faz sozinha.
A modernidade é, talvez mais que qualquer outra coisa, a história do tempo:a modernidade é o tempo em que o tempo tem uma história
O tempo é diferente do espaço porque, ao contrário deste, pode ser mudado e manipulado; tornou-se um fator de disrupção : o parceiro dinâmico no casamento tempo-espaço.
Benjamin Franklin disse que tempo é dinheiro; o tempo se tornou dinheiro depois de se ter tornado uma ferramenta (ou arma?) voltada principalmente a vencer a resistência do espaço.
Milan Kundera retratou “a insustentável leveza do ser” como o centro da tragédia do mundo moderno.
Pessoas com as mãos livres mandam em pessoas com as mãos atadas; a liberdade das primeiras é a causa principal da falta de liberdade das últimas- ao mesmo tempo que a falta de liberdade das últimas é o significado último da liberdade das primeiras.
E os homens e mulheres do presente se distinguem de seus pais vivendo num presente “ que quer esquecer o passado e não parece mais acreditar no futuro”.
No Capítulo 4, sobre Trabalho, Bauman nos mostra que é preciso ter os pés bem plantados no presente, tendo em vista que o indivíduo que tem o poder sobre o presente, pode expanndir-se no futuro e quem sabe até declinar do passado. O trabalho mudou de caráter e não pode mais oferecer o eixo seguro em torno do qual envolver e fixar autodefinições, identidades e projetos de vida, nem como fundamento ético da sociedade, ou como eixo ético da vida individual. Passou a adquirir significação, principalmente, estética. Raramente se espera que o trabalho “enobreça” os que o fazem, fazendo deles “seres humanos melhores” e raramente alguém é admirado e elogiado por isso. 
A vida do trabalho está saturada de incertezas e compromissos do tipo “até que a morte nos separe” e se transformam em contratos do tipo “enquanto durar a satisfação”. Os antigos funcionários do longo prazo, agora no curto prazo, são colaboradores. Mantendo um laço menos com a empresa. O autor sugere um progresso sustentado na autoconfiança em si mesmo e no desenvolvimento.
Somos dotados de tudo de que todos precisam para tomar o caminho certo que, uma vez escolhido, será o mesmo para todos.
No capítulo 5, Comunidade, Bauman diz que, Vivemos em comunidade antes mesmo que os homens começassem a exercitar seus cérebros para criar o melhor código de convívio que sua razão podia sugerir – eles já tinham uma história e costumes (coletivamente seguidos). Ela sempre existiu. Mas, na medida em que precisam ser defendidas para sobreviver e apelar para seus próprios membros para que assegurem essa sobrevivência com suas escolhas individuais e assumam responsabilidade individual por essa sobrevivência; acaba por ocorrem mais projetos que realidade.
O comunitarismo é uma reação esperável à aceleração “liquefação” da vida moderna. Um aspecto muito visível do desaparecimento das velhas garantias é a nova fragilidade dos laços humanos, podendo ser um preço inevitável do direito dos indivíduos perseguirem seus objetivos individuais. Com ele a promessa de um porto seguro, o destino dos sonhos dos marinheiros perdidos no mar turbulento da mudança constante, confusa e imprevisível. O comunitarismo aceitou que existe oposição entre dois valores humanos : liberdade e segurança.  E ficou firme ao lado do último.
 Hoje: “qual o valor de nossos prazeres individuais, tão curtos e vazios?”; (modernidade líquida). A nova solidão de corpo e comunidade é o resultado de um amplo conjunto de mudanças importantes (modernidade líquida). Pois estamos órfãos do Estado-nação. Há pouca esperança de resgatar os serviços; está mais para: faça-você-mesmo. Vernet: “Não se pode resolver o problema das minorias com bombas. As explosões deixam o diabo à solta dos dois lados”. A globalização parece ter mais sucesso em aumentar o vigor da inimizade e da luta intercomunal do que em promover a coexistência pacífica das comunidades.
Temos escolhas. Uma delas é aprender a difícil arte de viver com a diferença ou produzir condições tais que façam desnecessário esse aprendizado. Pois, não há afirmação que não seja autoafirmação, nem identidade que não seja construída. O “nós” é hoje um ato de autoproteção. O desejo de comunidade é defensivo contra a confusão e o deslocamento. Como também remete a ideia de um sentimento de que o “nós” expresse um desejo de semelhança como um modo de evitar olhar mais profundo nos olhos dos outros.
        “As diferenças nascem quando a razão não está inteiramente desperta ou voltou a adormecer”. Somos dotados de tudo de que todos precisam para tomar o caminho certo que, uma vez escolhido, será o mesmo para todos. Libertar o poder da razão humana significa libertar o indivíduo de tudo isso.


Referência Bibliográfica:

BAUMAN, Zigman. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro:Jorge Zahar Ed., 2001.

*    Resenha solicitada como parte da avaliação da disciplina de Sociologia dos Processos Sócio-educativos. Titular Professora Consuelo Cristine Piaia.
**   Acadêmicas do Curso de Pedagogia _ PARFOR _ nível 2 _ UPF _ FAED/ 2011.

Escola cidadã _ Moacir Gadotti



Escola cidadã  _  Moacir Gadotti

Na organização deste sistema de ensino proposto, as escolas centrais transformando-se em cooperativas de professores, algumas formariam escolas individuais, outras reuniriam escolas de uma mesma região, os professores se fixariam nas diversas comunidades, possibilitando a cobrança, que hoje é impossível.
Assim seriam extintos os órgãos centrais da gestão da educação _ as Delegacias Regionais de Ensino, cuja a razão da existência é inexplicável. O Ministério da Educação e as Secretarias teriam como função o pagamento das escolas.
Abramo sugere que as escolas sejam remuneradas com base na população escolar, “tantos alunos, tantos cruzeiros”. Caberia a cada escola como pagar seus professores e como gerir os recursos recebidos, permitindo-lhes captar dinheiro adicional, na comunidade, o que hoje é vetado por lei.
Não podemos atribuir à falta de recursos e à extrema pobreza em que vive a nossa população o nosso atraso educacional. A falência do ensino brasileiro está enraizada no desanimo e falta de perspectiva do magistério, a perplexidade diante da burocracia que imobiliza as escolas tornando-as dependentes de uma resposta “de cima”que não vem.
Há uma camada de burocratas incrustada no sistema de ensino que desconcentra as tarefas educacionais, mas concentrando o poder de decisão ou propondo a privatização dos serviços educacionais, jogando a responsabilidade nos indivíduos.
O sindicalismo educacional corporativista se concentra na luta por melhorias salariais e fortalecimento de um estado burocrático. Essas duas forças apoiadas em ideologias antagônicas, tem propostas idênticas de solução, que não escapam dos empecilhos burocráticos.
A questão essencial da escola hoje refere-se à sua qualidade, que está diretamente relacionada com os pequenos projetos das próprias escolas que são muito mais eficazes na conquista dessa qualidade de que grandes projetos, mas anônimos, distante do dia-a-dia das escolas.
Isso por que só as escolas conhecem de perto a comunidade e seus projetos podem dar respostas concretas à problemas concretos de cada uma delas :
  • assim podem respeitar as peculiaridades éticas e culturais de cada região;
  • os projetos tem menos gastos com burocracia;
  • a própria comunidade pode avaliar de perto os resultados.
Essa nova escola está sendo construída na resistência concreta de muitos educadores, pais , alunos, funcionários. Escolas onde crianças sentem prazer em ir, em estudar, “prazer em construir a cultura elaborada”. Essa escola não será abandonada pelas crianças, pois ninguém larga, nem abandona o que é seu e o que gosta.

Modernidade Líquida _ Autor: BAUMAN, ZYGMUNT



Modernidade Líquida _ Autor: BAUMAN, ZYGMUNT


         Prefácio  _ Ser Leve e Líquido _ Magda

         Fluidez, os líquidos diferentemente dos sólidos não mantém sua forma com facilidade. Não fixam o espaço, não prendem o tempo.
         Os fluídos se movem facilmente.
         Os tempos modernos encontram os sólidos pré modernos  em estado avançado de desintegração.
         Derreter os sólidos, significava, antes e acima de tudo, eliminar as obrigações irrelevantes que impediam a via do cálculo racional dos efeitos.
         O derretimento dos sólidos levou à progressiva libertação da economia de seus tradicionais embaraços políticos, éticos e culturais.
         Ulrich Beck, falava em categorias zumbi e instituições zumbi, que estão mortas e ainda vivas.
         Nenhum molde foi quebrado sem ter sido substituído por outro.
         A tarefa dos indivíduos livres era usar sua nova liberdade para encontrar o nicho apropriado e ali se acomodar e adaptar
         A modernidade começa quando o espaço e o tempo são separados da prática da vida e entre si, e assim podem ser teorizados como categorias distintas e mutuamente independentes da estratégia e da ação.
         A moderna luta entre o tempo e o espaço.
         O segredo  do poder dos administradores.
          Administrar significa, ainda que a contragosto, responsabilizar-se pelo bem-estar geral do lugar, mesmo que em nome de um interesse pessoal consciente.
         No Panóptico, o que importava era que  os encarregados estivessem lá, próximos, na torre de controle.
         Jim MacLauglin nos lembrou recentemente de que o advento da era moderna significou, entre outras coisas, o ataque consistente e sistemático dos “assentados”, convertidos ao modo sedentário de vida, contra os povos e o estilo de vida nômades, completamente alheios às preocupações territoriais e de fronteiras do emergente.
         A elite global contemporânea é formada no padrão do velho estilo dos “senhores ausentes”.
         Fixar-se ao solo não é tão importante se o solo pode ser alcançado e abandonado à vontade, imediatamente ou em pouquíssimo tempo.
         A desintegração da rede social, a derrocada das agências efetivas de ação coletiva.
         Os poderes globais se inclinam a desmantelar tais redes em proveito de sua contínua e crescente fluidez, principal fonte de sua força e garantia de sua invencibilidade.
         A longo prazo as tomadas serão provavelmente banidas e suplantadas por baterias descartáveis compradas individualmente nas lojas e em oferta em cada quiosque de aeroporto e posto de gasolina ao longo das estradas.

Gestão do Conhecimento: O papel do Pedagogo nas Organizações Empresariais.



Gestão do Conhecimento: O papel do Pedagogo nas Organizações Empresariais.


O estudo da acadêmica Joyce Marinho e da Professora Neuci Camargo, teve como objetivo, investigar a função do pedagogo no desenvolvimento dos funcionários no setor empresarial. Empresa e Pedagogo têm o mesmo objetivo que é formar cidadãos críticos com competências para tal função.
Vivemos numa sociedade denominada do futuro, descrita como sociedade do conhecimento, onde para garantir a sobrevivência necessitamos continuamente do aprendizado, e a presença do pedagogo se faz necessária tendo em vista a formação inicial incompleta dos funcionários.
Para Trindade, 2007, é preciso analisar individualmente, pois cada funcionário responde de forma diferente aos mesmos estímulos. As inspirações de cada indivíduo do grupo é que tornam a equipe construtiva, fazendo com que os profissionais tenham prazer no trabalho, prazer este que é o combustível da produtividade.
Greco, 2005 diz que com o ambiente organizacional contemporâneo requer um trabalhador pensante, criativo, pro-ativo, analítico, com habilidade para resolução de problemas e tomadas de decisões, capacidade de trabalho em equipe e em total contato com a rapidez de transformação e a flexibilidade dos tempos atuais.
Pedagogo Empresarial, um profissional que contém conhecimentos de economia, filosofia, psicologia e sociologia, capaz de observar e analisar as reais deficiências e necessidades do seu local de trabalho, além de pesquisar, elaborar e implantar um projeto voltado para o conhecimento e/ou aprimoramento das técnicas de trabalho, conduzindo as pessoas envolvidas através de planejamentos, organização de materiais e ideias, objetivo, metas e total flexibilidade até a obtenção dos resultados esperados.
Esse Pedagogo Empresarial, através da motivação, tem como função facilitar e provocar mudanças de comportamentais, tornando assim o trabalhador mais criativo, motivado e capaz de tomar decisões rápidas e de qualidade. Funcionário motivado, cresce e produz muito melhor.
Não vejo sentido, naquilo que não possui sentimento
Sou além da carne, sou alma,vontade,desejo...
E nem a escuridão do meu quarto, me fascina senão haver o brilho
Da tua aura, me guiando seguro entre teus braços
Onde então me prendo ate deitar no teu colo.
E entre nossos afagos, sinto tua boca a me beijar
E tuas mãos a conduzir o ato como uma sinfonia.
A sinfonia do nosso amor...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

E eu apenas posso dizer-te que tens me feito bem.