sábado, 22 de junho de 2013

A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO



 A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO

Magda da Silva Pinalli Savaris *

No capítulo VII, A Ética do Gênero Humano, do livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, o escritor Edgar Morin salienta que a base para ensinar a ética do futuro é a tríade indivíduo, sociedade, espécie emergindo desse conjunto a consciência e o espírito humano.
A antro-poética, além de ser a base para ensinar a ética no futuro, nos orienta em como assumir a missão antropológica do milênio em vários aspectos, tais como humanizar a humanidade, obedecer e guiar a vida, respeitar as diversidades, desenvolver a ética da solidariedade, da compreensão e, do gênero humano,  acreditando com esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária.
Morin cita que “A democracia favorece a relação rica e complexa entre indivíduo/sociedade [...]” (p. 107), relação essa que permite controlar o poder e reduzir a servidão, compreendendo que a mesma é muito mais que apenas um regime político já que produz indivíduos responsáveis e conscientes da sua missão antropológica.
Os principais aspectos da democracia são diversidade e antagonismos que lhe conferem sua vitalidade e produtividade, os quais só se expandem respeitando as regras democráticas, nesse contexto podem compreender a liberdade de opinião e de expressão de cada indivíduo seguindo o ideal: Liberdade/Igualdade/Fraternidade.
A decisão do povo é limitada pelas decisões dos eleitos, portanto a democracia só existe nesse cenário para escolher quem irá representar o povo, mas não para realizar necessariamente as expectativas deles.
A democracia só é legitimada quando o respeito às opiniões individuais no conjunto chegam a um consenso. Além disso, as democracias existentes são frágeis e inacabadas devido ainda comportarem carências e lacunas, pois não estão disseminadas por todos os países.
Analisando friamente o percurso da democracia nos países mais desenvolvidos percebe-se uma concentração de conhecimento restrito a poucos, enquanto a grande maioria da população permanece ignorante, toda essa situação contribui para o enfraquecimento do civismo impossibilitando a geração da democracia. “A humanidade é sobre tudo uma noção ética: é o que deve ser realizado por todos e em cada um.” (p. 114). Portanto, a humanidade deve remeter-se sempre a tríade indivíduo/sociedade/espécie em busca da hominização na humanização pelo acesso a cidadania terrena. (p.115). 


REFERÊNCIA


MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2006.

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