A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO
Magda da Silva Pinalli Savaris *
No
capítulo VII, A Ética do Gênero Humano, do livro Os Sete Saberes Necessários à
Educação do Futuro, o escritor Edgar Morin salienta que a base para ensinar a
ética do futuro é a tríade indivíduo, sociedade, espécie emergindo desse
conjunto a consciência e o espírito humano.
A
antro-poética, além de ser a base para ensinar a ética
no futuro, nos orienta em como assumir a missão antropológica do milênio
em vários aspectos, tais como humanizar a humanidade, obedecer e guiar a vida,
respeitar as diversidades, desenvolver a ética da solidariedade, da compreensão
e, do gênero humano, acreditando com
esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária.
Morin
cita que “A democracia favorece a relação rica e complexa entre
indivíduo/sociedade [...]” (p. 107), relação essa que permite controlar o poder
e reduzir a servidão, compreendendo que a mesma é muito mais que apenas um
regime político já que produz indivíduos responsáveis e conscientes da sua
missão antropológica.
Os
principais aspectos da democracia são diversidade e antagonismos que lhe
conferem sua vitalidade e produtividade, os quais só se expandem respeitando as
regras democráticas, nesse contexto podem compreender a liberdade de opinião e
de expressão de cada indivíduo seguindo o ideal:
Liberdade/Igualdade/Fraternidade.
A decisão do povo é limitada pelas decisões dos eleitos, portanto a
democracia só existe nesse cenário para escolher quem irá representar o povo,
mas não para realizar necessariamente as expectativas deles.
A
democracia só é legitimada quando o respeito às opiniões individuais no
conjunto chegam a um consenso. Além disso, as democracias existentes são
frágeis e inacabadas devido ainda comportarem carências e lacunas, pois não estão disseminadas por todos os países.
Analisando
friamente o percurso da democracia nos países mais desenvolvidos percebe-se uma
concentração de conhecimento restrito a poucos, enquanto a grande maioria da
população permanece ignorante, toda essa situação contribui para o
enfraquecimento do civismo impossibilitando a geração da democracia. “A
humanidade é sobre tudo uma noção ética: é o que deve ser realizado por todos e
em cada um.” (p. 114). Portanto, a humanidade deve remeter-se sempre a tríade
indivíduo/sociedade/espécie em busca da hominização na humanização pelo acesso
a cidadania terrena. (p.115).
REFERÊNCIA
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à
educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2006.

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